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O filme retrata o julgamento de um professor que ensinava a teoria da evolução, ocorrido em 1925 no chamado cinturão fundamentalista americano. O filme recebeu vários prêmios através de seus atores: Spencer Tracy e Fredric March. O filme apresenta um clima de guerra santa na pequena cidade do Tennessee, onde evolucionistas e criacionistas se debateram durantes dias por causas de suas idéias.O filme traz à luz alguns fatos que tornam o filme bem atual para a nossa reflexão, principalmente após a veroz campanha eleitoral, que envolveu questões religiosas que aguçaram os sentimentos ideológicos dos vários grupos religiosos, principalmente no arraial neopentecostal, onde os chamados gurus queriam demarcar seus currais, onde colocaram como fundo de pano, a questão do aborto, porém para qualquer observador, o que ficou claro, foi uma tentativa de cada guru, pontuar para os candidatos, principalmente ao cargo majoritário da república, o quanto eles tinham poder, o quanto eles tinham para barganhar num segundo momento, isto é pós-eleição. A semelhança do filme que colocou de um lado os criacionistas e de outro os evolucionistas, as eleições presidenciais deste ano, ocorreu no meio evangélico num clima de “julgamento”, onde a ala fundamentalista procurou demonizar todos aqueles que não concordavam com suas aspirações, eu particularmente recebi emails com os seguintes dizeres “TODO O CRISTÃO TEM O DEVER CÍVICO E MORAL DE VOTAR NO SERRA”,na sua grande maioria, o tom era agressivo, carregados de forte teor ideológicos que demonstravam o quanto o neopentecolismo e outra parcela do protestantismo histórico, não estão em condições de conviver com um mundo pluralista.O filme deve ser motivo de uma auto-reflexão, afinal vivemos numa sociedade com novas demandas, novas visões científicas, novos paradigmas. Mas o que se viu na campanha política no meio evangélico, foi jogo de interesse, acordos malignos sendo feitos em nome do povo evangélicos, denominações foram negociadas por prestígios e por vantagens financeiras, tudo isso sendo feito dentro de um arcabouço fundamentalista.